O Homem de Areia — um ensaio cinematográfico sobre percepção, silêncio e identidade
Há histórias que não se contam. Elas se insinuam. O Homem de Areia nasce desse lugar: onde a narrativa não exige explicações, mas presença. Não é um filme que conduz o espectador pela mão — é um filme que o convida a caminhar sozinho, no escuro, confiando nos próprios sentidos. Este trabalho se insere no campo dos filmes autorais e ensaios cinematográficos , explorando temas como percepção, identidade, memória e silêncio. Mais do que uma história linear, o filme propõe uma experiência sensorial, quase íntima, onde imagem, ritmo e ausência de palavras constroem significados. O silêncio como linguagem No cinema tradicional, o silêncio costuma ser tratado como pausa. Aqui, ele é estrutura. O silêncio em O Homem de Areia não representa vazio, mas tensão. Ele cria espaço para que o espectador projete suas próprias inquietações, lembranças e interpretações. Cada plano sustenta o tempo necessário para que algo interno aconteça — um desconforto, uma identificação, uma dúvida. Nã...


